Assessoria de Comunicação com Marco Apolinário/JPN
O cenário rural de Castilho vive um ciclo de aprendizado contínuo. Desde o último dia 24 de fevereiro, um grupo de 16 participantes iniciou uma jornada técnica que promete mudar a forma como o alimento chega à mesa e ao mercado: o Curso de Horta Orgânica.

Sediado no Lote 44 do Assentamento Cafeeira (Lírio do Vale), o treinamento não é apenas uma sala de aula a céu aberto, mas o reflexo de um modelo de gestão baseado em parcerias e intersetorialidade.
A FORÇA DA UNIÃO E O RESPEITO AO PRODUTOR
Um dos pontos altos desta iniciativa é a cessão de espaços pelos próprios proprietários rurais, que abrem suas porteiras para que o conhecimento circule entre os vizinhos. Essa confiança é o alicerce para as parcerias firmadas pela Prefeitura com instituições de peso, como o SENAR, a FAESP e o Sindicato Rural de Andradina.

Essa integração é um reflexo direto da diretriz estabelecida pelo prefeito Paulo Boaventura. Ao conceder autonomia e incentivar que as pastas trabalhem em conjunto, o governo municipal permite que a SEAPE (Agricultura e Pecuária) e a SEMAT (Meio Ambiente, Turismo e Bem-Estar Animal) operem de forma intersetorial. O resultado é um suporte mais completo ao produtor, que recebe orientação técnica e ambiental em um único pacote de desenvolvimento.
O CAMINHO ATÉ OUTUBRO: Aprendizado Profundo
Com encontros mensais de dois dias, o curso se estenderá até outubro, garantindo que o aluno acompanhe todas as fases da produção. O vice-prefeito e secretário de Agricultura e Pecuária, João Gabriel Passarini Oliveira, destaca a profundidade do conteúdo que será absorvido.
“Nosso objetivo não é apenas ensinar a plantar, mas formar gestores da terra. Até outubro, esses alunos passarão por todo o ciclo: desde o preparo rigoroso do solo e a construção de canteiros, até o domínio de técnicas complexas de adubação orgânica e o preparo de defensivos naturais: as famosas caldas. É um aprendizado que vai da semente à colheita, incluindo a orientação sobre como comercializar esse produto final”, detalha João Gabriel.
SUSTENTABILIDADE E RENDA
Sob a instrução do engenheiro agrônomo André de Moraes Costa, os alunos aprendem a lidar com desafios reais, como o manejo correto da água e o controle natural de pragas. A visão da SEAPE, reforçada pela Chefe do Desenvolvimento Rural, Larissa Camata, é de que a capacitação gere segurança alimentar para as famílias e, simultaneamente, uma nova fonte de renda sustentável.
Ao final do ciclo, em outubro, a expectativa é que o Assentamento Cafeeira e as comunidades vizinhas contem com produtores plenamente aptos a manter suas hortas ativas com autonomia, responsabilidade ambiental e o selo de qualidade de quem produz em harmonia com a natureza.