“Gonet diz que André Mendonça investigou Moraes ilegalmente”
José Carlos Bossolan
Após pedido de manifestação do procurador-geral da República, no inquérito 3298613/2026, determinado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, Paulo Gonet, se manifestou na noite desta terça-feira (1/09) pela nulidade da investigação da Polícia Federal (PF) que encontrou as mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)
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Na manifestação enviada ao STF, Paulo Gonet que também aparece no relatório da PF, disse que o relator do caso, ministro André Mendonça, investigou Moraes ilegalmente ao determinar o aprofundamento da investigação sobre o caso Master para esmiuçar as conversas envolvendo Moraes e o ex-banqueiro.

Segundo relatório da PF, em 15/03/2025, p advogado Ciro Soares envia a Daniel Vorcaro foto acompanhado de Paulo Gonet, às 14:13:37. Na sequência, o advogado envia mensagem a Vorcaro “Liga aqui”, em seguida complementa, “Ele quer falar com você”. A partir das 14:23:10 -03:00, são completadas quatro chamadas de voz entre o banqueiro e advogado, de duração de 57 segundos, 27 segundos, 17 segundos e 3 minutos e 49 segundos, nessa sequência.
No entendimento do procurador, o aprofundamento da apuração só poderia ocorrer após autorização do plenário da Corte. No entendimento do PGR, eventual investigação contra Moraes deveria ser direcionada o presidente da Corte, Edson Fachin, que levaria do caso ao plenário, e não diretamente para execução da PF.
“A ordem dada à autoridade policial para investigar pessoas específicas, sem pedido do Ministério Público e sem iniciativa da autoridade policial, é nula, por exceder os limites de competência do magistrado na fase pré-processual”, afirmou Gonet.
As citações aos nomes de Moraes e Gonet foram captadas pela PF a partir da quebra de sigilo do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, alvo das investigações da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Banco Master. O sigilo do relatório de investigação foi retirado nesta terça-feira pelo ministro relator do caso, André Mendonça.
Com informações de André Richter/Agência Brasil.