FUTEBOL INDÍGENA: com TV e rádio, campanha publicitária dá o pontapé inicial da grande decisão em Brasília

Secom CONAFER

Teve início nesta sexta-feira a campanha publicitária do 1º Campeonato Nacional de Futebol Indígena. Além do vídeo nas emissoras Band e Record, em canal aberto, também foram ao ar os spots nas rádios Clube, Jovem Pan e Atividade. Além das mídias de massa, as redes sociais também começam a publicar as atrações do evento e a grande promoção “Torcedor Campeão” que vai sortear 100 prêmios.

Nos 3 dias de jogos, além das emoções dentro de campo, a CONAFER, organizadora do evento, programou diversas atrações fora do gramado, com indígenas fazendo pinturas nos torcedores, profissionais de saúde realizando exames de rotina, artesanato indígena e os serviços que a Confederação disponibiliza aos seus associados. Os 120 mil ingressos distribuídos gratuitamente darão o direito de participar da promoção “Torcedor Campeão”, que vai entregar 100 prêmios, incluindo uma moto POP 100. Cada ingresso dá direito a um número que será depositado dentro de uma urna no estádio e sorteado durante o evento. Os portões vão abrir às 10 horas da manhã com acesso totalmente gratuito

A história do futebol originário do Brasil chega ao seu momento mais aguardado: a grande final do 1º Campeonato Nacional de Futebol Indígena. O palco não poderia ser mais simbólico, o Estádio Bezerrão, em Brasília, receberá as cinco equipes campeãs regionais para uma disputa que promete entrar para a história do esporte nacional. A competição, que teve início há dois anos, percorreu todas as regiões do país, reunindo 92 equipes e mais de 2,7 mil atletas de diversas comunidades indígenas. Durante essa trajetória, os times enfrentaram desafios distintos, desde a distância e dificuldades de transporte até as adversidades climáticas e de logística. Mas a paixão pelo futebol e a força das comunidades levaram os jogadores até a fase final.

O torneio começou no Nordeste, onde a Seleção Pataxó de Coroa Vermelha brilhou e garantiu sua vaga. No Sudeste, o equilíbrio técnico entre os times foi destaque, e a Seleção Pataxó Imbiruçu, de Carmésia (MG), conquistou o título regional. O Sul trouxe o frio e a chuva como desafios, mas a Terra Indígena Ivaí, de Manoel Ribas (PR), mostrou sua força e avançou. No Centro-Oeste, a extensão territorial dificultou a logística, mas o Brejão de Nioaque (MS) superou as adversidades e se sagrou campeão. No Norte, o acesso complicado a algumas comunidades foi um obstáculo a mais, mas a Seleção Hunikuin, de Feijó (AC), garantiu sua classificação.

Mais do que futebol: uma celebração cultural

Mais do que uma competição esportiva, o 1º Campeonato Nacional de Futebol Indígena se consolidou como um importante movimento de reconhecimento e valorização da cultura dos povos originários. Cada jogo foi uma oportunidade para o intercâmbio entre etnias, fortalecendo tradições e identidades. O evento demonstrou que o futebol vai além das quatro linhas, sendo uma poderosa ferramenta de inclusão, resistência e representação.

A grande final no Bezerrão

Com a decisão se aproximando, os olhos do país estão voltados para o Bezerrão. As cinco equipes finalistas entrarão em campo para disputar o título de primeiro grande campeão do futebol originário brasileiro. O torneio, além de ser um marco histórico para o esporte, reforça a presença e a importância dos povos indígenas no cenário esportivo nacional. 

A expectativa é de uma grande festa do futebol original, onde o talento, a garra e a cultura dos povos indígenas serão os verdadeiros protagonistas. Independentemente do resultado final, o campeonato já é uma vitória para o futebol e para a valorização da diversidade cultural do Brasil.

Veja o vídeo de lançamento da campanha veiculada nas emissoras Band e Record: